Neste último mês tenho pesquisado muito sobre esta banda e finalmente consegui entender a genialidade dos caras. O conteúdo artístico e musical da banda somado a energia em estado puro que define o rock fazem da sua obra uma das melhores já feita por um grupo deste estilo. A impressão que eu tenho ao escutar sua forma de tocar me remete diretamente a um caminhão sem freio levando tudo o que encontra pela frente. O conceito era o seguinte: Um baixo tocado freneticamente solado e a bateria com viradas e cheia de notas por compasso. Uma guitarra com acordes pesados e tocada com muita convicção e um vocalista com carisma e uma voz potente. Estavam prontos para tomar as mentes e corações dos jovens pelo mundo.
Quem são estes caras? Senhores e senhores. Com vocês, divagações e conclusões sobre eles, uns dos definidores do que é fazer um trabalho profundo, real, sem se importar com o que a mídia poderá falar. Os caras que não puxaram o saco de ninguém. Os anti-heróis da banda: The Who!
A banda inglesa The Who nasceu nos anos sessenta e atingiu o estrelato nos setenta. Formado pelos músicos Pete Townshend, criador do giro com o braço para atacar as cordas da guitarra.(Guitarra, violão, composições, piano e sintetizador em gravações de estúdio), Roger Daltrey (vocais, gaita) Keith Moon (Bateria, percussão) e John Entwistle (Baixo, instrumentos de sopro). A banda compôs sua obra repleta de referências artísticas e têm como sua marca registrada álbuns conhecidos como ópera rock. Seriam discos conceituais onde cada música conta um capítulo da história que a banda esreveu. No caso do The Who muitas delas remetem a vida de Pete Towshend que teve sérios problemas na infância.
Nos primeiros álbuns, as músicas eram tocadas com toda energia com power chords de Townshend e temas sobre rebeldia e confusão sentimental. No princípio de sua carreira a banda ficou conhecida por quebrar seus instrumentos no final dos shows (especialmente Townshend, cuja destruição de guitarras tornou-se um clichê do rock, e o maluco Keith Moon, mandando seu kit de bateria pelos ares). Vale lembrar que tudo fazia parte da estética da banda que sempre contestou a sociedade inglesa onde viveram. E naquela época quebrar instrumentos era um choque para os certinhos britânicos. Inclusive a banda já disse em entrevistas que, depois dos anos sessenta e a ingenuidade da época, os grupos estavam prontos para expressar sua raiva pois a década de setenta teve guerras e mudanças sociais profundas.
Das primeiras composições influenciadas pela surf music a banda evolui e produziu My Generation. O álbum trazia canções que se tornariam hinos dos jovens ingleses, como "The Kids Are Alright" e a faixa-título "My Generation", com o famoso verso "I hope I die before I get old" ("Eu espero morrer antes de envelhecer").
O primeiro sinal de composições ópera rock surgiu no álbum A Quick One (1966), que trazia uma coleção de canções que reunidas contavam uma história, "A Quick One, While He's Away". A seguir veio The Who Sell Out (1967), um álbum conceitual que imitava uma transmissão de uma estação de rádio pirata, incluíndo jingles e propagandas. Depois veio Tommy (1969), sua primeira ópera rock completa e catapultou a banda ao estrelato.
Em março de 1971 a banda começou a gravar as canções de Lifehouse sob a produção de Kit Lambert em Nova York. Lambert, então viciado em heroína, foi de pouco auxílio nas sessões, e a banda retornou à Inglaterra para regravar o material com o produtor Glyn Johns em abril. O resultado, Who's Next, acabaria por ser o trabalho mais aclamado do The Who entre os críticos e fãs.
Após Who's Next a banda voltaria ao estúdio em 1972. Essas sessões dariam origem a mais uma ópera-rock de Townshend, Quadrophenia (1973), a história de um adolescente mod chamado Jimmy e sua luta contra tormentos internos e a busca por um lugar na sociedade. Os álbuns seguintes do Who evocavam canções mais pessoais de Townshend, estilo que ele eventualmente transferiria para seus álbuns solo. The Who By Numbers, de 1975, traz diversas canções introspectivas e depressivas.
Em 1978 a banda lançou Who Are You, distanciando-se do estilo épico das óperas rock enquanto se aproximava do som mais comum às rádios. O lançamento do álbum foi ofuscado pela morte de Keith Moon devido à overdose acidental de um remédio prescrito em seu combate contra o alcoolismo (diga-se de passagem um músico injustiçado, pois o cara era um gênio do instrumento e devido a sua atitude foi taxado de maluco. O que tirou o foco de seu talento como baterista). A química foi quebrada e o The Who nunca mais foi o mesmo.
O grupo chegou a lançar dois álbuns com Kenney Jones na bateria, Face Dances (1981) e It's Hard (1982). A perda de Moon representou uma mudança no som da banda, que passou a ser mais calcado no pop. Embora tenha agradado à crítica e vendido razoavelmente bem, os dois álbuns lançados pelo The Who na década de 80 são atualmente descartados por muitos fãs como inferiores à antiga fase. Logo após o lançamento de It's Hard a banda embarcou em uma turnê de despedida, reflexo da frustração de Townshend ao admitir que não conseguia mais compor para o The Who.
Uma aparição importante da banda aclamada pelo público foi no evento "Concert for New York City" em 2001, em prol das vítimas do atentados de 11 de setembro.
Nas vésperas do início de mais uma turnê de reunião entre os três integrantes originais em 2002, John Entwistle (baixista) foi encontrado morto em seu quarto no Hard Rock Hotel em Las Vegas, Nevada. O laudo do legista apontou que, embora não se tratasse tecnicamente de uma overdose, uma modesta quantidade de cocaína foi a causa do óbito, que obstruiu suas artérias já prejudicadas por um problema cardíaco não tratado.
Álbuns de estúdio: (corram atrás pelo amor de deus)
1965 My Generation
1966 A Quick One
1967 The Who Sell Out
1969 Tommy
1971 Who's Next
1973 Quadrophenia
1975 The Who By Numbers
1978 Who Are You
1981 Face Dances
1982 It's Hard
2006 Endless Wire
Vídeos:
Música: My Generation.
Aproveitem a quebradeira no final.
Música: Squeeze Box
Letra engraçadíssima de duplo sentido (tentem descobrir o significado). A música é uma mistura de rock and roll com country. A melodia é muito boa.
Música: Behind Blue Eyes
Para aqueles que acham que é uma música do Limp Bizkit
Música: Baba O`Riley
Um dos melhores hinos do rock and roll, sintam a força dos caras. O sintetizador no início marcou uma revolução musical.
Música: Pinball Wizard
Parte do disco Tommy, esta música fala sobre o mago do pinball (jogo de fliperama e agora existe na versão Windows, ehehhehe). A letra fala de um menino surdo, mudo que joga por intuição e detona todo mundo. Notem que Pete Townshend é um mago da mão direita. Vejam no final do vídeo a morte do violão. Afffffe que maravilha irmãos!!!!
Músicas: Tatoo + I´m one
Ninguém lembra desta. Se deleitem com a melodia maravilhosa! Pete no camarim tocando violão só pra gente!
Este é instrutivo, ehhehehe : A criação de Pete, o giro atacando as cordas. Ele disse em uma entrevista que viu o guitarrista dos Stones, Keith Richards, tocando desta forma no camarim achando que era uma técnica. Depois descobriu que o cara só estava se aquecendo antes do show. Virou sua marca registrada e uma técnica que tira um som bastante agressivo da guitarra.
Ouçam os caras com as letras. Tentem compreender o que passa pelas mentes destes mestres do rock. Ouçam muito The Who!!!! Grande usina nuclear de som.
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)


1 comentários:
Adorei o primeiro video! Comentários a fazer:
1) o Baixista detona!
2) o Baixista é tão zen que quando explodem a bateria no final ele só dá um passo pro lado!! huehuehe
3) O que são aquelas risadas gravadas??
The Who rules!!!
Postar um comentário