segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Entrevista exclusiva: Autoramas

O Autoramas foi formada em 1997 por Gabriel Thomaz (guitarrista e vocalista). Depois de fazer sucesso como compositor de hits das bandas como Raimundos e do fim de sua antiga banda Little Quail & The Mad Birds, chega ao Rio e chama seus amigos Bacalhau (baterista) e Simone (baixista) para fazer um som batizado em bom português como "Rock para Dançar", uma mistura da Surf Music dos anos 60, com a New Wave dos anos 80, mais influências da Jovem Guarda, e a energia do Punk Rock com guitarras com timbres únicos, baixo distorcido e batidas dançantes. Com quatro álbuns lançados e na estrada desde sempre pelo Brasil e exterior esta é uma das bandas indenpedentes brasileiras mais importantes.

Gabriel Thomaz respondeu gentilmente esta entrevista para nosso blog. Além de gostar muito do som dos caras eu solicitei a entrevista porque a banda participa da cena independente desde o início da carreira e, apesar das dificuldades, colhe cada vez mais os frutos de se compor sem interferências ou controle artístico externo. Inclusive sendo premiada muitas vezes tanto no Brasil quanto no exterior. Senhoras e senhores com vocês um bate papo bem bacana com Gabriel Thomaz!

Gostaria de iniciar a entrevista perguntando como você começou a tocar guitarra e a cantar?
Gabriel: Comecei primeiro a tocar guitarra, com uns 11 anos de idade comecei a fazer umas aulas e já comecei a compor umas besteiras e formar bandas. Já com banda, na falta de vocalista, comecei a cantar.

Quais foram as suas principais influências e como estas bandas mudaram a sua forma de encarar o mundo?
Gabriel: Minhas influências maiores foram a New Wave de bandas como B-52’s e Devo, Roberto Carlos e a Jovem Guarda em geral, A Surf Music, o Punk Rock...Eu vejo o mundo do meu jeito, assim como cada um desses artistas fez.

Qual a melhor maneira que você acha, para a moçada que está começando a tocar, para desenvolver a técnica de guitarra? Como foi a opção de cantar em português?
Gabriel: Canto em português porque nessa língua é mais natural pra mim. Acho que a melhor técnica é a personalidade, ser você mesmo.

Qual a rotina de ensaios do Autoramas e como funciona o processo de composição de vocês? Gabriel:Quase nunca ensaiamos, pois estamos na estrada o tempo inteiro. Não temos um processo fixo de composição, cada música vem de um jeito...

Como é ser uma banda independente no Brasil? Quais as vantagens e desvantagens? Estamos vivendo mesmo em meio a uma explosão da cena no Brasil?
Gabriel:É muito difícil, mas temos total liberdade artística, que é a coisa mais importante do mundo. Agora todo mundo é independente, até a Maria Bethânia e o Chico Buarque.

Como você vê as novas tecnologias e acesso a música como o formato mp3, os downloads, youtube, álbuns em pendrive e afins?
Gabriel:Vejo com muita alegria, essas coisas chegaram pra facilitar nossa vida.

Vocês são uma banda independente que já tem um grande nome na cena rocker brasileira. Investem em clips e sempre seus trabalhos tem o mesmo nível de produção ou às vezes maior do que uma banda em uma gravadora major. O que você atribui, primeiro a longevidade que a banda têm, afinal são dez anos tocando, e este grau de qualidade musical e de produção?
Gabriel:Só uma coisa: Amamos tocar.

Fale sobre o último álbum de vocês, Teletransporte, e onde a moçada pode encontrá-los para adquiri-lo.
Gabriel:É nosso quarto cd, foi produzido pelo Berna e pelo Kassin, está um sonzaço...Acho que dá pra encontrar nas melhores lojas do ramo...

Gabriel, obrigado pela entrevista e deixe uma mensagem pra galera que está começando a tocar e formar uma banda.
Gabriel: Sempre faça o que você gosta. Muita paz e muito Rock para todos!

Vejam este clip. Grande produção, tudo feito independente. No ano do lançamento ,em 2005, a banda foi a mais premiada no VMB da MTV.




Este é de 2007. Foi filmado na Inglaterra. Vejam que os caras tocam sem os instrumentos. Guitar, bass, vocal and drums air.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

A revolução começou? In Rainbow (Radio Head)

Dia dez de outubro de 2007. Guardem esta data em suas cabeças amiguinhos! Talvez este dia tenha sido o ponta pé inical de uma revolução dentro da indústria musical.

Como escrevi em um post passado, a forma de se produzir música e comercializá-la mudou radicalmente nos últimos anos. As bandas e selos que não tiverem capacidade de adaptação estarão fadados ao fracasso. A quebradeira das gravadoras em escala global e a venda de cds despencando vertiginosamente são a prova de que mudanças significativas acontecerão em breve. Naufragando e indo diretamente ao fundo do poço por total negação dos novos formatos e a ganância de querer estar presa a um modelo já considerado obsoleto, a indústria da música mais parece aquele rei que preferiu se trancar em sua sala de tesouro e morrer lá dentro rodeado de riquezas sem ter como desfrutá-las.

É aí que entra em cena uma das bandas mais legais do início dos anos noventa. Radiohead. Os caras sempre tiveram uma carreira alternativa. Mas agora desligados de uma grande gravadora, ou seja independentes, lançaram no dia dez de outubro de 2007 o álbum In Rainbow. O legal de tudo isto é que os caras decidiram investir em um novo formato de venda do seu trabalho. Disponibilizaram o álbum em mp3 para download. A proposta é a seguinte: O fã pode comprar pelo valor que quiser o disco. Uma forma de passar o chapéu e deixar que o consumidor de música pague o valor que achar justo. Achei a idéia ambiciosa e revolucionária. Sem ter atravessadores a banda receberá integralmente o valor pago por cada download.

Confesso a vocês que primeiro fiz um download gratuito para avaliar o álbum. Mas esperava coisa boa, já que o New York Times dedicou uma página de seu caderno de cultura para falar deste novo projeto e falou muito bem da música além de toda esta atenção que está sendo dada ao formato de comercialização que a banda propôs. Boatos dizem que o Radiohead arrecadou vinte milhões de dólares. Muitos estão pagando poucos dólares ou mesmo fazendo o download em sites de compartilhamento, mas existem fãs que, para apoiar a causa, gastaram cerca de oitenta a duzentos dólares para comprar o disco.

No final das contas amei o In Rainbow! Músicas muito bem compostas, modernas e com melodias lindíssimas. Um trabalho de banda madura que sabe o que quer. Destaque para a balada Nude e a voz de Thom York. Bodysnatchers é uma música bem new york rock com clara influências de Sonic Youth (não conhecem? Procurem esta banda que vale a pena também). O álbum todo é coeso e cheio de climas bem construídos. As influências de Talking Heads e Pink Floyd estão lá para os mais atentos.

Enfim, no mesmo dia fui ao site dos caras (www.radiohead.com) e comprei o In Rainbow por três libras mais quarenta e cinco pounds de transação do cartão de crédito. Convertendo deu quase doze reais. Na hora me enviaram o link para o álbum que veio bem rápido. Me senti realizado e assinando embaixo um projeto que talvez seja o início de uma forma nova de se adquirir música e que, diga-se a verdade, é também uma obra de arte musical de altíssimo nível.


segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Ideas for Sale Radio! - Podcast - nº 02

Fala moçada! A segunda edição do Ideas for Sale Radio está no ar. Nesta edição continuamos a mostrar os clássicos do rock, soul, blues e punk de várias décadas mesclados com bandas não tão conhecidas do grande público. Nesta edição eu mesmo fiz a narração por absoluta falta de tempo de nossa narradora oficial. Mas ela voltará em breve e nos brindará com sua voz maviosa, ehehhehe!

Clique no player abaixo para ouvir a segunda edição da Ideas for Sale Radio!




Playlist - Podcast nº02
God save the queen- Sex Pistols
Drive my car- The Beatles
Sultans of Swing- Dire Straits
Reptilia- The Strokes
Out of the Hook - Cansei de Ser Sexy
Let the good times roll - Ray Charles
Tyni Dancer- Elton John
Baba O`Riley- The Who